| Bons hábitos alimentares garantem um crescimento saudável |
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| Seg, 09 de Março de 2009 21:00 |
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Quando o assunto é a saúde da criança, é preciso ainda mais atenção. Os dados são alarmantes e comprovam a importância da população se conscientizar dos riscos que os pequeninos podem sofrer ao longo da vida.
De acordo com a nutricionista do Centro Médico Integrado – Dr. Chalela de São José do Rio Preto - SP, Mariana Corradi, a obesidade infantil no Brasil aumentou assustadoramente nos últimos anos. "Pesquisas mostram que a obesidade infantil saltou de 3% para 14% nos últimos 20 anos; de 5% a 10% das crianças no Brasil são obesas; uma em cada seis crianças até 10 anos de idade está com seu peso pelo menos 20% acima do ideal; 41% das crianças obesas serão adultos obesos e 85% dos adolescentes obesos serão adultos obesos", alerta. Segundo Mariana Corradi, vários estudos referem que as preferências alimentares das crianças são os principais determinantes de sua ingestão, e esse processo é aprendido por experiências repetidas, onde os fatores ambientais exercem papel importante na criação do padrão alimentar, seja ele adequado ou não. "As crianças preferem os alimentos de maior caloria, principalmente pela sensação de saciedade e garantia de fornecimento de energia suficiente para as necessidades metabólicas básicas", explica. Para a nutricionista, a criança que faz as refeições com os pais tende a se alimentar melhor. "O efeito positivo da presença dos pais não é só emocional, mas também educativo (sentados a mesa, pai e mãe podem cuidar para que o filho não se empanturre de porcarias e dar exemplo colocando alimentos saudáveis no próprio prato) e as porções de alimentos sadios aparecem quase duas vezes mais no prato daqueles que já fazem as refeições em família", orienta Mariana. Fatores que provocam a obesidade * Genética (80%); * Filhos de pais obesos têm 80% de chances de serem obesos; * Maus hábitos alimentares (20%); * Violência, redução de espaço, computador, videogame, televisão. Benefícios da prevenção * na infância: previne danos à coluna e articulações; * na adolescência: problemas psicosociais e ortopédicos; * na fase adulta: previne diabetes, colesterol, hipertensão, aterosclerose, (que leva ao infarto, derrame) – (Sem contar a baixa da auto- estima, o isolamento e a rejeição social. Dicas * Crie uma relação de proximidade com frutas, legumes e verduras. Leve a criança para fazer compras com você; * Cultive uma pequena horta em casa e convide-a para ajudar no plantio e no cuidado diário; * Chame a criança para ajudar a preparar a salada e invente uma decoração diferente; * Deixe a criança manusear o alimento, morder, mastigar, colocar nas mãos. Isso faz com que ela tenha contato direto com odores, consistência e sabores; * Não substitua o almoço por lanches. Caso haja recusa do alimento, deixe para oferecer mais tarde; * O que é visto é lembrado e faz o hábito. Ínsita na presença de frutas, saladas e hortaliças. * Restrinja o consumo de salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes (inclusive o diet), salgados fritos e fast-food; * Não use recompensas como sobremesa. Isso só faz reforçar a importância de doces e guloseimas; * O volume gástrico da criança é menor que o do adulto, por isso, sirva em pratos menores ou em pequenas porções; * Se a criança não for fã de frutas in natura, procure misturá-las no leite, sucos, mas ínsita em apresentar as frutas à elas; * A criança deve comer o que esta sendo servido na mesa, nada de fazer comidas à parte no caso de reclamações. Isso pode ser um transtorno na cozinha e tornar hábito dela; * Evite ingerir líquidos durante as refeições. Eles só atrapalham o apetite da criança; * Não insista para que a criança raspe o prato. Ela come ate quando se satisfaz e geralmente para quando tem que parar. Não torne um hábito de gula. Respeite seus limites; * Os sucos de caixinha são práticos, porém estão longe de oferecer uma concentração de vitaminas e minerais como os sucos de frutas feitos na hora; * Não pular o café da manhã: estudos relacionam a capacidade de aprendizagem da criança com a alimentação que recebem pela manha. Sirva sucos, cereais integrais, aveia, frutas, pães integrais; * Comer em frente da TV, videogame ou computador: a criança não presta atenção no que come e acaba abusando na quantidade ou, por distração, termina não comendo o que deve ou comendo em excesso. Organize um ambiente próprio para as refeições sem a influência de sons, imagens e conversas altas, que dispersam o interesse pela comida. Recomenda-se um ambiente calmo e tranqüilo; * Evitar o belisco comendo bem nas horas certas e respeitando os intervalos. Serviço: Centro Médico Integrado – Dr. Chalela – São José do Rio Preto – SP (www.centromedicodrchalela.com.br) Fonte para entrevistas Mariana Corradi – Nutricionista |









