| Brasil registra quatro milhões de obesos |
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| Seg, 22 de Junho de 2009 21:00 |
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O Ministério da Saúde divulgou, neste segundo trimestre, uma pesquisa alarmante. Os números mostram que 43,3% dos brasileiros estão com excesso de peso, e 13% do total estão obesos. Os números, relativos a 2008, mostra um aumento de 1,6 pontos percentuais, em comparação a pesquisa feita em 2006. São 47,3% dos homens com excesso de peso e 39,5% das mulheres. Na contramão, a pesquisa também mostra que no período houve queda no consumo de carne com gordura (de 39,2% em 2006 para 33,8% em 2008) e crescimento no total de frutas e hortaliças consumidas pelos brasileiros (de 23,9% para 31,5%). Outro dado diz respeito ao sedentarismo entre a população, que diminuiu de 29,2% em 2006 para 26,3% em 2008. Foi identificado que quanto maior o nível de escolaridade, maior a inatividade – em ambos os sexos. Entre os idosos, o sedentarismo atinge 52,6% das pessoas com mais de 65 anos.A obesidade é uma epidemia e está ligada diretamente a genética, pois filhos de pais obesos têm 80 a 90% de probabilidade de serem obesos. Portanto, é preciso que as famílias se policiem desde cedo, não descuidando da nutrição, que tem papel fundamental desde a infância e pode livrar a criança de se tornar um adulto obeso. "O excesso de alimentos nos primeiros anos de vida aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Sabemos que hoje em dia o medo da violência tem feito com que as crianças fiquem dentro de casa na frente a aparelhos eletrônicos. Sendo assim, a vida sedentária acaba sendo o maior causador da possível obesidade", explica o médico Daniel Chalela Júnior, especialista em cirurgia do aparelho digestivo. A obesidade mórbida é uma das doenças que mais matam no mundo, tendo uma taxa de mortalidade 12 vezes maior entre indivíduos de 25 a 40 anos quando comparado a indivíduos de mesma idade e peso equilibrado. Não tem cura, apenas tratamento. É uma doença séria, que ameaça a vida, reduz sua qualidade, a auto-estima e requer abordagens eficientes para promover uma redução de peso de forma definitiva. "Podemos considerar obesos severos, mórbidos, aqueles que estão 45 quilos acima do peso ideal. Também se enquadram nesse contexto as pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40, ou 35, quando o IMC estiver associado a doenças relacionadas com o peso (hipertensão arterial, diabetes, artrose de joelhos, apnéia noturna)", alerta o especialista. Para um emagrecimento saudável é recomenda uma dieta equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento de uma equipe interdisciplinar composta de nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e médico especialista. Doenças relacionadas Diversas doenças têm sua frequência muito aumentada nos obesos. A mortalidade é devido ao efeito próprio da obesidade sobre as seguintes doenças: insuficiência coronariana; insuficiência cardíaca; hipertensão arterial; acidente vascular cerebral; doença vascular; diabetes não insulino-dependentes; hiperlipidemias (acúmulo dos triglicérides e colesterol); hiperuricemia (o aumento do ácido úrico); complicações hepatobiliares (aumento na freqüência de pedras na vesícula) de esteatose hepática (fígado gorduroso); insuficiência respiratória; complicações osteo-articulares; câncer; apnéias do sono;irregularidade menstrual e dificuldade de engravidar; impotência sexual; hipertensão intracraniana de origem desconhecida; pancreatite aguda; incontinência urinária; azia ou queimação no esôfago; além dos fatores psicológicos e sociais que pessoas obesas geralmente encontram. Emagreça de forma definitiva Para emagrecer de forma saudável é necessário contar com o auxílio de uma equipe especializada. "Quando um paciente obeso chega até mim, antes que qualquer definição sobre o tratamento, ele faz diversos exames de rotina (complementares e laboratoriais). Depois passa pela avaliação de toda a equipe, composta por nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta", conta Chalela. Atualmente quase quatro milhões de pessoas têm obesidade mórbida. A cirurgia bariátrica (redução de estômago) é uma grande ferramenta para auxiliar na diminuição das taxas de mortalidade e proporcionar melhora significativa da qualidade de vida. Porém, é indicada apenas para pacientes que tem uma obesidade estável e fracassou em vários regimes. Desde que a operação começou a ser feita no Sistema Público de Saúde (SUS), há sete anos, o número de cirurgias cresceu 500%, e muitas pessoas estão voltando aos consultórios, porque teve complicações ou voltou a engordar. Chalela é categórico ao explicar o porquê das pessoas voltarem a engordar. "Para atingir bons resultados é preciso acompanhamento e disciplina. Não basta apenas se submeter aos procedimentos cirúrgicos, é preciso esforço próprio com uma boa alimentação e prática regular de atividades físicas. A responsabilidade pelo sucesso do tratamento é 50% da equipe interdisciplinar e 50% do paciente", finaliza. Serviço - Centro Médico Integrado Dr. Chalela - Daniel Chalela Junior - médico cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo - (17) 3227-7878; www.centromedicodrchalela.com.br |
| Última atualização em Qua, 20 de Janeiro de 2010 17:36 |









