| Infanticídio: Crime contra crianças ! |
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| Dom, 31 de Agosto de 2008 21:00 |
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O País inteiro se comoveu com a morte da pequena Isabella de cinco anos no último dia 29 de março, após ter sido agredida e lançada pela janela do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo. Um crime que chocou, devido ao fato de ter sido supostamente provocado pelo próprio pai e a madrasta da menina.
O que levaria uma pessoa a provocar tais crimes contra a criança? Perguntas como esta são vistas e ouvidas em todas as partes! Portanto, para a psicóloga do Centro Médico Dr. Chalela de São José do Rio Preto – SP, Sandra Regina Chalela Ayub, pode haver uma explicação! "Infanticida são pessoas que comentem infanticídio, ou seja, assassinam crianças! Infelizmente esse tipo de crime é muito comum, mais do que se imagina! Há muitos casos onde os crimes são cometidos pelos próprios pais, por exemplo, atiram os filhos contra parede, no chão, do alto de prédio, dentro de poços, nos rios etc", diz. De acordo com a psicóloga, algumas características em comum são encontradas nesse tipo de delito: "o crime é cometido com ferocidade, não são crimes premeditados, são rápidos e colérico (o indivíduo é tomado por uma forte cólera no momento). São Reações Primitivas, um surto momentâneo, onde o indivíduo "perde os freios", emergindo atos sem seu controle e em "curto circuito", levando-o a matar a criança", explica. Segundo Sandra Chalela, essas reações não surgem de repente. "Normalmente, o indivíduo tem um passado com diversos transtornos e possui comportamentos em potencial revelado pelo passado (problemas, espancamentos, agressividades em geral etc) para agir dessa maneira. Portanto, não é qualquer um que pode cometer esse crime", comenta. Ainda de acordo com Sandra, após o crime é comum a pessoa apresentar o mecanismo de defesa à negação, não lembra do ocorrido totalmente ou parcialmente (amnésia por um período). "Isso se deve, pois no ato, estava em "curto circuito" imediato, com ferocidade (grande instinto de agressividade) e sem premeditação de seus atos, provocando um estreitamento em sua consciência, impossibilitando-o de avaliar completamente o que fez. Assim, a pessoa não tem remorso do que fez". Conforme explica a psicóloga, não é qualquer pessoa que pratica delitos dessa natureza. "Obrigatoriamente tem que ter uma história pessoal que indique vestígios que possibilitem a pessoa praticar atos dessa natureza. Normalmente apresentam algum desequilíbrio mental, possui deformidade constitucional na estrutura de personalidade que pode ser herdada geneticamente. Portanto, não são normais mentalmente. São doentes mentais (alienados mentais, "loucos") ou indicam que ficam na fronteira entre a normalidade e a loucura (Bordeline, Transtorno Social - Psicopata/Sociopata). Vivem normalmente na sociedade, freqüentam lugares comuns e muitas vezes praticam atos que pessoas normais não praticam", alerta. Ainda de acordo com a profissional, deve-se analisar o aspecto mental, traumas na infância ou vivencia dolorosa, pois estes indícios, podem evidenciar potencial da pessoa praticar atos dessa natureza. "No entanto, não são todas pessoas com traumas do passado e vivencia dolorosa na infância que comentem infanticídio. Traumas do passado e vivencia dolorosa na infância podem causar a neurose e desajustes (pessoas problemáticas)", conclui Sandra Chalela. Fonte para Entrevistas: Sandra Regina Chalela Ayub – Psicóloga do Centro Médico Dr. Chalela de São José do Rio Preto – SP www.centromedicodrchalela.com.br |









