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Mercado de Trabalho PDF Imprimir E-mail
Dom, 31 de Agosto de 2008 21:00
Obesos são discriminados na admissão. Inadequadamente, a imagem do obeso está associada às pessoas de pouca força de vontade, lentidão e até as falhas de caráter. Pior: é encarado com preconceito em algumas empresas, fator que dificulta a contratação.

Alguns empregadores dão como desculpa a possibilidade de o possível empregado apresentar problemas de saúde, indisposição e cansaços freqüentes.

A obesidade é um dos maiores problemas de Saúde neste milênio, atingindo atualmente no Brasil 35% da população:

13% das mulheres

7% dos homens

15% das crianças

Segundo dados da Pesquisa de Orçamento Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10,5 milhões de brasileiros, com 20 anos, ou mais, são obesos.

De acordo com o médico cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo do Centro Médico Dr. Chalela de São José do Rio Preto – SP, Daniel Chalela Junior, a Obesidade mórbida aumenta de 10 vezes o risco de morrer em relação ao indivíduo normal e sua expectativa de vida diminui em 20% do que seria o tempo que viveria se tivesse o peso normal. "O tratamento da obesidade mórbida implica na redução da mortalidade dessas pessoas que tendem a morrer precocemente e na melhora ou cura das doenças que a acompanham (Hipertensão arterial, Diabetes, Apnéia do sono, e outras)", comenta.

O grande número e variedade de dietas, as academias de ginástica, o uso de diversas drogas moderadoras de apetite, testemunham a grande dificuldade que os pacientes tem para perder e manter o peso. "Assim, o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida é a única alternativa eficaz e duradoura para promover a perda de peso em pacientes com obesidade severa que exige medidas eficazes e duradoura", alerta Chalela.

Segundo pesquisas, a obesidade mórbida é uma das doenças que mais matam no Mundo, tendo uma taxa de mortalidade para obesos mórbidos de 12 vezes maior entre indivíduos com 25 a 40 anos quando comparado a indivíduos de mesma idade e peso normal.

É preciso saber que infelizmente não existe ainda uma cura para a obesidade. "A imensa maioria dos pacientes obesos mórbidos não consegue promover mudança definitiva nos seus hábitos alimentares e na prática de atividade física, onde tendem a recuperar o peso perdido, aumentando inclusive o peso inicial e se tornando ainda mais obesos, levando ao fenômeno " efeito sanfona" ou "yo-yo", explica.

Os pacientes com obesidade mórbida devem ser encarados como portadores de uma doença séria, que ameaça a vida, reduz a qualidade de vida, reduz a auto-estima e requerem abordagens eficientes para promover uma redução de peso de forma definitiva. É por isso que, para os pacientes com obesidade mórbida, o tratamento cirúrgico é o único que promove uma acentuada e duradoura perda de peso, reduzindo as taxas de mortalidade, resolvendo ou diminuindo uma série de doenças associadas à obesidade, com melhora significativa da qualidade de vida, bem estar psicológico, oportunidades de trabalho, e melhor integração social.

Segundo a psicóloga do Centro Médico Dr. Chalela de São José do Rio Preto - SP, Andreza Cristina Pirillo, todo obeso precisa ser acolhido, apoiado a mudar. "Uma das vantagens que os mais fortinhos têm a oferecer as empresas é a simpatia e a facilidade de comunicação. Pois gordinhos e magrinhos têm características de personalidades semelhantes", afirma.

Ainda de acordo com a psicóloga, a autopiedade, o medo e a insegurança ainda são os maiores obstáculos para as pessoas obesas encararem o mercado de trabalho.

No tratamento da obesidade é importante que o paciente seja acompanhado por um nutricionista que fará uma avaliação do comportamento alimentar, freqüência, tipo e necessidade de que grupos de alimentos para orientar tanto ao paciente como ao grupo multidisciplinar a técnica mais adequada a ser indicada ao paciente. "Orientamos os passos que devem ser seguidos no pós-operatório quanto à quantidade, consistência, qualidade e freqüência com que deve se alimentar. A alimentação do paciente que se submeter a gastroplastia ou outra técnica restritiva, deve conter poucas calorias, ser variada e equilibrada, respeitando as limitações que a técnica impõe ao organismo. Já nas técnicas disabsortivas, deve receber orientações quanto às necessidades protéicas e de sais minerais", explica a nutricionista também do Centro Médico Dr. Chalela de São José do Rio Preto, Juliana Pellizon Motta.

De acordo com a fisioterapeuta da mesma clínica, Juliana Brandolezi, atividade física é recomendada durante todo o processo de tratamento. Porém, é preciso que o paciente seja acompanhado. "Fazemos orientações para atividades e exercícios respiratórios no pré-operatório preparando-os para o bom retorno da anestesia, e boa evolução no pós-operatório imediato. Orientamos quanto à atividade física que deverá e as que pode fazer no pós-operatório", conclui.

FONTES PARA ENTREVISTAS

Daniel Chalela Júnior – Médico cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo

Andreza Cristina Pirillo – Psicóloga

Juliana Pellizon Motta – Nutricionista

Juliana Brandolezi – Fisioterapeuta

CENTRO MÉDICO DR. CHALELA

www.centromedicodrchalela.com.br